Messi e Khedira, Barcelona x Real Madrid (Foto: Agência Reuters)
voltou a marcar, voltou a pedir silêncio, mas o Camp Nou é mesmo lugar de barulho. Após 50 minutos de uma partida monótona na Catalunha, o gol de cabeça do luso foi o ponto de partida para um confronto empolgante, que terminou com vitória do Barcelona sobre o Real Madrid, nesta quinta-feira, por 3 a 2, na primeira decisão da Supercopa da Espanha. Na comemoração, CR7 repetiu o gesto de “calma” para os arquirrivais, mas Pedro,Messi e Xavi responderam com muito vigor e deixaram os culés em vantagem na disputa do primeiro título da temporada 2012/2013. Dí Maria descontou no fim em grave vacilo de Valdés, que se enrolou ao dominar a bola.
Messi, Xavi e Iniesta, Barcelona x Real Madrid (Foto: Agência AFP)Messi, Xavi e Iniesta foram novamente os destaques do Barcelona na vitória sobre o Real (Foto: Agência AFP)
Com a vitória, o Barça pode empatar na próxima quarta-feira, no Santiago Bernabeu, para levantar o primeiro troféu sob o comando de Tito Vilanova. Os merengues levam o título com vitória simples até 3 a 2, placar que leva a decisão para os pênaltis. Convocados por Mano Menezes para os amistosos da seleção brasileira contra África do Sul e China, Adriano e Daniel Alves foram os representantes brasileiros durante todos os 90 minutos. Já do lado do Real, Marcelo - outro na lista - entrou no fim, enquanto Kaká sequer foi relacionado.
Messi e Cristiano alcançam marcas importantes no Superclássico
Principais candidatos ao posto de melhor do mundo no fim do ano, Messi e Cristiano Ronaldo não estiveram perto do brilhantismo que lhes é habitual, mas ainda assim assumiram o protagonismo da partida e alcançaram marcas expressivas. Com o gol marcado de pênalti, o argentino chegou aos 14 em duelos contra o Real e se tornou o terceiro maior artilheiro da história do clássico. Ao seu lado, estão César, ex-Barça, e os merengues Gento e Puskas. Acima deles está outra dupla de Madrid: Di Stéfano lidera tabela, com 18, seguido por Raúl González, 15.
Cristiano Ronaldo e Daniel Alves, Barcelona x Real Madrid (Foto: Agência Reuters)Daniel Alves foi um dos três brasileiros em campo:
Kaká sequer foi relacionado (Foto: Agência Reuters)
Já os números de CR7 contra o maior rival são bem mais modestos. Com a cabeçada certeira desta quinta, ele chegou apenas ao sétimo gol diante do Barça. A estatística, por outro lado, passa a jogar a favor se for levado em conta que é o quarto jogo consecutivo em que deixa sua marca, além de ser o quarto em sequência também no Camp Nou, fato inédito na história do Real.
Apesar das marcas e dos últimos 35 minutos empolgantes, o duelo desta quinta teve mais cara de festa do que uma disputa entre rivais ferrenhos. Na arquibancada, muitos turistas que curtem o verão europeu aproveitaram e facilidade para compra de ingressos e deram o tom descontraído ao encontro. Tanto que a direção do Barça evitou até mesmo demarcar área especial para os visitantes, com (poucos) merengues e (muitos) culés misturados nas arquibancadas. Já antes do apito inicial também teve comemoração, com homenagem aos atletas catalães medalhistas olímpicos.
Cristiano Ronaldo Barcelona Real Madrid (Foto: Getty Images)Cristiano Ronaldo sai para comemorar o gol do Real: ele repetiu o gesto de abril e pediu calma (Getty)
Messi é ponto fora da curva em primeiro tempo morno
Quem entrou em campo com um novato em clássicos no comando foi o Barcelona, com Tito Vilanova em evidência por substituir Guardiola um ano após protagonizar polêmica em que foi atingido no olho por José Mourinho. Foi o Real Madrid, no entanto, o time que careceu de força, organização e jogadas no primeiro tempo. Com o mesmo estilo “tiki-taka” de Pep, o Barça foi o melhor dos 45 minutos iniciais, mas os incríveis 72% de posse de bola não foram suficientes para abrir o placar. Na verdade, nem mesmo para dar muito trabalho a Casillas.
José Mourinho e Tito Vilanova se cumprimentam Real Madrid Barcelona (Foto: Getty Images)Antes algozes, Mourinho e Tito se cumprimentaram
antes de a bola rolar (Foto: Getty Images)
Com Callejón como surpresa na vaga de Di María, o Real Madrid começou a partida até dando sinais de que tentaria se impor no campo do rival. Marcando por pressão, conseguiu uma boa oportunidade em jogada ensaiada em cobrança de falta nos minutos iniciais que parou em impedimento de Khedira. A disposição inicial não passou de ilusão e antes mesmo dos dez minutos os merengues mergulharam em uma preguiça incrível até mesmo para escapulidas em contra-ataques.
O Barcelona, por sua vez, seguia o ritmo que o transformou em referência nos últimos anos: toques em velocidade, presença no campo de ataque e... bola para Messi. E foi justamente o argentino o único responsável por levantar o público - maioria de turistas no verão europeu - que lotou o Camp Nou. Precisando de um gol para se tornar o terceiro maior artilheiro da história do clássico, ele tirou tinta da trave direita de Casillas aos 18 após boa jogada de Daniel Alves. E assustou também dez minutos depois após tabelinha com Xavi. Em êxtase, as arquibancadas responderam: “Meeeeeeeessi! Meeeeeessi!”.
Messi e Khedira, Barcelona x Real Madrid (Foto: Agência Reuters)Messi é vigiado por Khedira: argentino criou boas chances no primeiro tempo (Foto: Agência Reuters)
Vaias contra CR7
Se Messi foi o ponto fora da curva em um primeiro tempo monótono e dominado pelo Barça, Cristiano Ronaldo se deixou levar pelo ritmo preguiçoso do Real. Escondido na ponta esquerda de ataque, o português se fez notar mais por ajudar o compatriota Fábio Coentrão a conter os bons avanços de Dani Alves do que por jogadas ofensivas. Visivelmente mais lento e parecendo cansar a cada pique mais longo, o luso foi bastante vaiado e reclamou bastante de passes errados dos companheiros e só participou de um bom lance ofensivo, ao se movimentar para direita e descolar bom passe para Benzema. Piqué fez o corte antes de a bola chegar ao francês.
Cristiano Ronaldo e Mascherano, Barcelona x Real Madrid (Foto: Agência Reuters)Cristiano Ronaldo foi muito vaiado no primeiro
tempo: resposta no segundo (Foto: Reuters)
Menos intenso que o Barcelona, o Real Madrid acabou também fazendo das faltas fortes um ponto marcante de sua atuação na etapa inicial. Se ao todo o time de Mourinho parou o jogo apenas duas vezes mais que o adversário (8 a 6), o vigor nas disputas causou reclamação os torcedores, que acharam pouco os amarelos apenas para Xabi Alonso e Arbeloa na descida para o intervalo.
Um outro jogo na etapa final
Na volta para o segundo tempo, o Real acordou. Na verdade, Cristiano Ronaldo acordou. E provavelmente por conta das tantas vaias ouvidas desde o primeiro toque na bola. Inoperante durante os 50 primeiros minutos do clássico, o português surgiu como um raio aos nove para se antecipar a Busquets e testar firme para o fundo das redes após cobrança de escanteio de Ozil: 1 a 0. Foi o sétimo gol do gajo contra o rival, quarto em partidas consecutivas e quarto também em visitas em sequência ao Camp Nou, fato inédito na história do Real Madrid.
Na comemoração, o gajo repetiu o gesto do 2 a 1 do segundo turno do Campeonato Espanhol passado e pediu calma aos mais de 80 mil presentes, que responderam com um silêncio fúnebre. Mas só por dois minutos. O Barça não teve nem tempo para sentir o golpe, já que, aos 11, Mascherano descolou lançamento precioso para Pedro, em posição duvidosa, nas costas de Fábio Coentrão. O atacante dominou com estilo, avançou e deslocou Casillas como quem diz: “O Camp Nou é lugar de barulho”.
Pedro, Barcelona x Real Madrid (Foto: Agência AFP)Pedro empatou para o Barcelona instantes após Cristiano Ronaldo abrir o placar (Foto: Agência AFP)
Mais ligado, Cristiano passou a arriscar chutes de fora da área e tabelas perto da área. Özil e Benzema, por sua vez, não colaboravam e erravam tudo. O Barça era mais consistente, mais agressivo, e a virada não aconteceu aos 16 graças a milagre de Casillas em chute de Daniel Alves. O Camp Nou silencioso dos sonhos de CR7 estava em chamas, e o segundo gol parecia ser questão de tempo. Foi.
Messi e Xavi-Iniesta ampliam
Messi e Alexis, Barcelona x Real Madrid (Foto: Agência AP)Torcedor invadiu o gramado logo após o gol de
pênalti marcado por Lionel Messi (Agência AP)
Minutos após lance imprudente com Sanchéz dentro da área, Sérgio Ramos se jogou de carrinho para cima de Iniesta aos 23. Pênalti que o árbitro titubeou, mas assinalou. Bola com Messi, que correu sob flashes e mais flashes das arquibancadas e marcou seu 14º gol no superclássico. Agora, o argentino está ao lado do também culé Cesar e dos merengues Gento e Puskas como terceiro maior artilheiro do confronto. Raul (15) e Di Stéfano (18) lideram o ranking.
O Real sentiu a pancada e jogava desorganizado. Por vezes, se fechava demais para evitar um prejuízo maior, por outras se mandava de vez em busca do empate. E foi justamente numa dessa escapulidas que a dupla Xavi-Iniesta entrou em ação. Com maestria, o camisa 8 conduziu pelo meio, esperou avanço de Sérgio Ramos e serviu o companheiro. Frente a frente com Casillas, Xavi mostrou frieza e colocou o 3 a 1 no placar.
Valdés dá vida ao Real
A essa altura, Mourinho já tinha trocado Callejón e Benzema, que tiveram péssimas atuações, por Higuaín e Di Maria. A dupla de argentinos não teve atuação espetacular, mas ao menos foi capaz de puxar o time branco para o ataque, tornar o jogo mais equilibrado. O Barça, por sua vez, seguia mais incisivo, e Casillas fez milagre em jogada de aos 38. Os culés tinham a partida controlada, até que vacilo de Valdés, aos 39, colocou o Real de volta no jogo. O goleiro dominou mal bola recuada por Mascherano e viu Di Maria o desarmar para diminuir: 3 x 2.
O gol não foi capaz de levar o Real a reação no barulhento Camp Nou, mas deu vida ao confronto. Semana que vem a festa é no Bernabeu. Resta saber quem gritará alto ou pedirá calma no fim.
Di María Victor Valdés Barcelona Real Madrid (Foto: Getty Images)Di María aproveitou vacilo de Victor Valdés para deixar o Real Madrid vivo no confronto (Foto: Getty Images)

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Comemoração Grêmio, Gêmio e Bahia (Foto: Divulgação / Site Oficial)
Com uma arrancada fulminante nos minutos finais da partida, quando marcou dois gols, o Grêmio venceu o Bahia por 3 a 1 na tarde deste domingo, no Estádio Olímpico, e vai se consolidando como um dos protagonistas do Brasileirão 2012. Ao fim da 14ª rodada, permanece na quarta colocação, agora com 27 pontos, um a mais que o arquirrival gaúcho Inter. Elano abriu o placar na cobrança de um pênalti muito contestado pelo time baiano, mas Fahel empatou na segunda etapa. Aos 42, Souza desempatou de cabeça, e nos acréscimos, com um golaço de cobertura, Marcelo Moreno decretou o triunfo gremista.

- A gente sabia que seria um jogo difícil. Conseguimos marcar o gol e seguir em busca do título – comemorou Marcelo Moreno.
Em situação completamente oposta, o Bahia cada vez mais vê a permanência na Série A em risco. Continua em 17º, dentro da zona de rebaixamento, com 12 pontos.
- O Bahia é um time que briga bastante. Mais do que marcar, conseguimos jogar bem. Triste pelo resultado, mas valeu a atuação. A gente tem que manter esse tipo de performance – afirmou o zagueiro Danny Morais.

O próximo compromisso do Bahia é em casa, no Pituaçu, contra a Portuguesa, na quarta, às 20h30m (de Brasília); o Grêmio joga no dia seguinte, às 21h, visitando a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli
Ataque contra defesa

Com a bola rolando, as estratégias para o confronto também se mostraram nitidamente opostas. O Grêmio se espalhava no campo adversário, trocando passes próximos à área. Ao Bahia, a orientação era de marcar atrás da linha de meio-campo e somente sair “na boa” para os contra-ataques.

Nesse quadro, a primeira chance da partida foi para os baianos. Pela ponta esquerda, aos sete minutos, Júnior roubou bola de Gilberto Silva e, quase sem ângulo, de dentro da área, arriscou um chute cruzado. A bola passou com perigo à frente do gol de Marcelo Grohe.

A partida era dura, chata de se ver, com poucas chances. Com marcação-pressão, restou paciência ao elenco gremista para conseguir abrir o placar. Primeiro, aos 28, Marcelo Moreno recebeu dentro da grande área, mas bateu mascado para fora. Pouco depois, aos 31, Kleber foi derrubado na área por Titi, o que gerou muita reclamação do elenco baiano. Mas a arbitragem já havia anunciado o pênalti. Elano não desperdiçou e abriu o placar.

O lance indicou um problema crônico no Bahia. Trata-se da equipe que mais cometeu pênaltis no Brasileiro. São cinco, no total. Já o Grêmio teve três penalidades a favor na competição e, neste domingo, converteu pela primeira vez.

O gol desorganizou o time visitante. Aos 33, Ávine saiu jogando errado, e Elano avançou com liberdade. Quando estava próximo à área, o camisa 7 viu Marcelo Lomba sair da meta e tentou por cobertura. Mas a batida saiu mal, displicentemente para longe do gol.

Bahia se assanha

Como a retranca no Olímpico já não funcionava mais, Caio Júnior teve de alterar o sistema tático. Colocou Lulinha na vaga de Ávine, recuando Hélder para a lateral esquerda. O Bahia não venderia fácil o resultado. E o que se viu foi um segundo tempo repleto de emoção.

Lulinha entrou com tudo. Logo na primeira jogada, foi com velocidade pelo lado esquerdo, passou por Werley e obrigou Marcelo Grohe a fazer grande intervenção.
Mas o Grêmio não queria se arriscar a segurar o perigoso 1 a 0. Queria de todo jeito ampliar o placar – o que quase aconteceu por duas vezes. Aos cinco minutos, Edilson encontrou um corredor aberto na ponta direita e levantou para a área. Elano se jogou de peixinho e acertou a trave esquerda. Já aos dez, Pará viu a chance viva de marcar quando pegou um rebote na pequena área. Só não contava com a agilidade de Marcelo Lomba, que afastou com os pés.

Só que era outro Bahia em campo, mais ousado, atrevido, graças ao ingresso de Lulinha. E o time começou a incomodar a defesa gremista. Tanto que alcançou o empate aos 18 minutos. Foi quando Mancini cobrou falta da intermediária e encontrou o volante com liberdade incompatível para a pequena área – somente desviou para as redes. Grohe nada pôde fazer.

O empate entusiasmou os visitantes. Aos 20, após grande jogada de Lulinha, Grohe deu rebote. Fahel completou para o gol, mas a arbitragem marcou impedimento. No entanto, a posição do jogador era legal. Errou a arbitragem.

Fulminante

Vanderlei Luxemburgo viu nitidamente que as coisas não iam bem para o lado dos gaúchos e tentou alterações. Colocou Marquinhos e Léo Gago nas vagas de Fernando e Edílson, respectivamente. Depois, Tony substituiu Pará. Pelo lado baiano, Ciro substituiu Zé Roberto.
O Grêmio partiu para cima, se lançou ao ataque, foi para o “abafa”. Até que, aos 42 do segundo tempo, Souza desviou cobrança de escanteio e decretou a vitória gremista. Nos acréscimos, quando Mancini já havia sido expulso, Marcelo Moreno recebeu na entrada da área e tocou por cobertura por cima de Lomba: 3 a 1 – fechando o placar com grande estilo em um belo gol.

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caio césar, meia do bahia (Foto: Divulgação / E.C. Bahia)
O novo reforço do Bahia, o meia-atacante Caio se apresentou nesta quinta-feira, no Fazendão, na Região Metropolitana de Salvador. O jogador chega por indicação do técnico Caio Júnior, com quem atuou no Palmeiras, antes de deixar o Brasil em 2008 para jogar no futebol alemão. Recentemente, o jogador de 26 anos foi reprovado nos exames médicos pelo Figueirense. Na chegada ao Tricolor baiano, Caio falou sobre a situação e tratou de tranquilizar o torcedor do Bahia.
- Não fechamos negócio com o Figueirense por um problema que eu tenho no joelho. Tenho que fazer fortalecimento. Mas lá eles queriam que eu chegasse e já jogasse direto. Mas eu não tenho problema nenhum. Posso jogar e estou 100% - garantiu.
O jogador não deu prazo para entrar em campo, mas ressaltou que entre junho e julho trabalhou fisicamente com um preparador em Porto Alegre.
- Eu não jogo desde o final de maio, mas treinei com um preparador que é amigo, durante o tempo em que fiquei parado. Tenho que conversar com a comissão para avaliar, mas espero jogar o mais rápido possível - disse.
Anunciado como Caio César, o meia atacante pediu para ser chamado apenas de Caio. O xará do treinador do Bahia disse que espera ajudar o Tricolor a sair da situação ruim que atravessa e destacou as suas principais características dentro de campo.
- O momento não está bom para o clube, mas eu acho que posso ajudar. A chegada de mais gente pode dar mais motivação a esse grupo, mas o que tira a gente dessa situação é o trabalho. Sou um jogador que gosta de dar o último passe para os atacantes e chuto bastante de fora da área. A bola parada é um outro forte meu. Espero que dentro de campo eu possa ajudar.
O jogador assinou contrato até dezembro deste ano com a opção de compra dos 50% dos direitos econômicos.

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 1 X 1   
Os reservas do Corinthians não passaram de um empate por 1 a 1 contra o Guarani, neste sábado, no Pacaembu, pelo Campeonato Paulista. Elton, escalado no último treino no lugar do barrado Adriano, abriu o placar no primeiro tempo para o Timão, mas Fumagalli empatou, de pênalti, nos minutos finais.

A vitória corintiana parecia certa. Depois de alguns sustos nos primeiros minutos, o Alvinegro controlou o jogo e poderia ter conquistado uma vantagem maior se Willian não tivesse perdido uma chance incrível na etapa final. Aos 42, porém, o garoto Antônio Carlos cometeu pênalti em Fabinho, impedindo o triunfo.
Apesar do tropeço, o Corinthians continua na liderança do estadual, agora com 30 pontos, três a mais que o Santos, derrotado pelo Mogi Mirim. O Timão volta a jogar pelo Paulistão no próximo domingo, contra o Comercial, às 16h, no estádio Palma Travassos, em Ribeirão Preto. Neste domingo, a delegação alvinegra viaja para a Cidade do México, onde enfrenta o Cruz Azul, quarta-feira, pela terceira rodada da Taça Libertadores.

Já o Guarani quebra a série de três derrotas consecutivas e se mantém no grupo dos oito melhores que disputarão a segunda fase. O Bugre tem 23 pontos, em sexto lugar. No sábado, recebe o Mirassol, às 18h30m, no estádio Brinco de Ouro, em Campinas.

Susto no início, mas Elton marca
Foi um início de jogo preocupante para o Corinthians. As muitas mudanças feitas por Tite e a pouca experiência da defesa, principalmente de Marquinhos, Antônio Carlos e Gomes, campeões da Copa São Paulo, facilitou o jogo do Guarani. Sem Paulinho e com a discreta apresentação de Ramírez, o Timão perdeu qualidade na saída de bola e, em alguns momentos, chegou a ser pressionado pela equipe de Campinas.
Com toques rápidos no campo adversário, o Bugre envolveu a marcação e poderia ter conseguido a vantagem no placar logo nos primeiros minutos. Faltou sorte e capricho. Danilo Sacramento, em chute de longe com desvio na zaga, obrigou Danilo Fernandes a fazer boa defesa. Em seguida, Fumagalli perdeu chance clara ao receber passe de Oziel na área e chutar rente à trave esquerda.
No setor ofensivo, o jogo do Corinthians era outro. Emerson e Willian apostaram na velocidade contra a pesada defesa adversária e tiveram resultado. Sheik, aliás, foi decisivo. Após bela jogada dele pela direita, Elton carimbou a zaga e desperdiçou. Na segunda oportunidade, aos 24, surgiu o gol alvinegro. Emerson pedalou sobre um marcador e tocou de calcanhar para Ramon cruzar. Elton dominou, girou e bateu forte: 1 a 0.
Ah, Willian...
O Corinthians voltou para o segundo tempo com mais força no meio de campo e, consequentemente, se dar espaços para o Guarani. Rápido, o Timão segurou a bola no campo adversário e evitou sustos. Emerson quase ampliou em falha de Domingos na pequena área. Emerson, o goleiro do Guarani, fez grande defesa.
O salvador bugrino, contudo, quase entregou minutos depois o segundo gol de presente ao Alvinegro. Após chute cruzado para a área, o goleiro soltou a bola nos pés de Willian. O atacante passou pelo goleiro e, com o gol, livre acertou a trave. Incrível chance perdida pelo Cebolinha.
O Guarani tentou responder. Fábio Bahia, de cabeça, fez Danilo Fernandes praticar grande defesa. Quando a reação parecia acontecer, o time de Campinas ficou com um jogador a menos, aos 20 minutos. Domingos puxou Elton ao perder a bola na intermediária e foi expulso - ele já tinha cartão amarelo.
Com o passar do tempo, Tite notou o cansaço de alguns jogadores e apostou em mudanças. Vitor Júnior e Gilsinho entraram nas vagas de Douglas e Willian, respectivamente. Quando a vitória parecia certa, veio o castigo. Aos 42, Antônio Carlos segurou Fabinho na área e a arbitragem marcou pênalti. Fumagalli marcou e estragou a noite corintiana.

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São Domingos e Vitória (Foto: Filippe Araujo/GLOBOESPORTE.COM)
Algumas oportunidades criadas e dois ataques sem precisão. Com esse cenário, São Domingos e Vitória não conseguiram sair do 0 a 0 na noite desta quinta-feira na estreia da Copa do Brasil. Com o empate no estádio Presidente Médici, as duas equipes voltam a se enfrentar na próxima semana para decidir quem vai continuar na disputa da competição.
O vencedor do duelo entre sergipanos e baianos terá pela frente o ABC, que goleou o Trem-AP por 5 a 0 e já está classificado. Mas antes de decidir a vaga pela Copa do Brasil, o São Domingos e o Vitória terão confrontos pelo campeonato regional.

São Domingos e Vitória criaram, mas não sairam do 0 a 0 (Foto: Filippe Araujo/GLOBOESPORTE.COM)
No domingo, a equipe de Sergipe vai jogar contra o Socorrense pelo primeiro jogo da semifinal da Taça Cidade de Aracaju, primeiro turno do Campeonato Sergipano. Já o Vitória terá pela frente o Camaçari, no interior do estado, pela 14ª rodada do Campeonato Baiano.
Desperdício dos dois lados
O primeiro tempo entre São Domingos e Vitória foi marcado pelos erros dos ataques das duas equipes. As oportunidades criadas não foram muitas, mas quando os dois times chegaram à área adversária, não conseguiram concluir bem.
Em casa e com o apoio do torcedor, o São Domingos abusou dos erros de passes. A equipe sergipana se mostrou recuada em campo e apostou nos contra-ataques. Quando chegou, com perigo, Nivaldo não conseguiu concluir com precisão.
- Não podemos deixar o Vitória tocar em nosso campo. Temos que melhorar a marcação lá frente. Desse jeito eles vencem – reclamou o zagueiro Eri.
Já o Vitória, mesmo fora de casa, teve mais controle da bola. Apesar do domínio, o Rubro-Negro parou nos erros de Mineiro e Marquinhos. Com Michel, Pedro Ken, Mineiro e Lucio Flavio no meio-de-campo, a equipe criou, mas errou demais.
- Perdemos muitos gols. Em partidas como esta tem que matar o jogo. Alguns jogadores estão abusando da individualidade e isso aqui é um jogo coletivo – lamentou o técnico Toninho Cerezo no intervalo da partida.
Sem grandes lances dentro de campo, o primeiro tempo foi marcado por um incidente na arquibancada. Um torcedor do Vitória caiu e teve de ser levado para o Hospital de Itabaiana.
Bola na trave, expulsão, pressão...e nada de gol
Na volta para o segundo tempo, o São Domingos impôs o ritmo durante os primeiros minutos. A equipe sergipana encurralou o Vitória e só não abriu o placar porque Renan foi mais esperto do que Nivaldo e manteve o 0 a 0 no placar.
O Vitória só conseguiu se recuperar em campo quando o técnico Toninho Cerezo decidiu mudar o time. Marquinhos e Mineiro deixaram o gramado para as entradas de Dinei e Arthur Maia. Com a nova dupla em campo, o Rubro-Negro criou mais jogadas e assustou o goleiro Ivan.
A criação baiana melhorou, mas o time voltou a repetir os erros de finalização do primeiro tempo. Enquanto isso, o São Domingos aproveitava os espaços dados pelo lateral-esquerdo Mansur para chegar ao ataque.
No entanto, a jogada mais perigosa do segundo tempo saiu com o Vitória. Dinei aproveitou um rebote e chutou forte. A bola bateu na trave do goleiro Ivan e não entrou. O Vitória passou a pressionar ainda mais depois que o lateral Carlinhos recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Com um a menos, o São Domingos recuou e conseguiu segurar o 0 a 0 no placar até o apito final.

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Vasco vence 
por 3 a 2 o
Alianza Lima (Ag. Estado)
Dedé tem se especializado em resolver as situações mais complicadas para o Vasco. Nesta terça-feira, ele, mais uma vez, foi a peça determinante para a superação do time em São Januário. O Mito passou por cima do erro do seu companheiro de zaga Rodolfo, que falhou no gol do Alianza Lima, e de dois pênaltis desperdiçados por Alecsandro, marcando o gol da virada e ajudando a garantir a vitória por 3 a 2, pela segunda rodada do Grupo 5 da Taça Libertadores, diminuindo o drama que se apresentava pela frente em caso de tropeço nesse jogo

Com o resultado, o Vasco, que atuou com seu terceiro uniforme, todo azul, contra o Alianza, somou seus primeiros três pontos na Taça Libertadores, depois de perder para o Nacional, do Uruguai, na estreia, e ocupa a segunda colocação do Grupo 5, com três pontos, atrás do Libertad, do Paraguai, que venceu seus dois primeiros jogos na competição.
O próximo jogo do Vasco será no dia 14, justamente, contra o Libertad, em Assunção. O time, agora, terá apenas um confronto em casa para conquistar uma das duas vagas do Grupo 5 nas oitavas de final da Taça Libertadores.
O jogo
Com a ausência de Eder Luis, que desfalcou o time com dores na coxa direita, o Vasco começou o jogo apostando na velocidade de William Barbio. Toda vez em que Juninho pegava na bola a partir do do meio do campo, na intermediária de ataque, o principal alvo era o atacante, aberto pelo lado direito.
A jogada se mostrou rapidamente produtiva. Aos 12 minutos, Juninho deu ótimo passe para William, que chutou cruzado e viu a bola passar próxima de Alecsandro, que se jogou, mas não conseguiu tocá-la para abrir o placar, já com o goleiro Libman batido.
O Alianza Lima não conseguia trocar passes e sair de seu campo de defesa. Mas, em um chutão despretensioso, o atacante Charquero contou com a falha de Rodolfo para dominar a bola, entrar na área e tocar na saída do goleiro Fernando Prass para fazer 1 a 0 em São Januário, aos 16 minutos de jogo.
O gol abalou a confiança dos jogadores do Vasco. Rodolfo começou a viver entre vaias e aplausos. O drama foi amenizado aos 19 minutos, com a manjada jogada com o William Barbio. Desta vez, Diego Souza lançou o atacante, que chutou cruzado e contou o desvio do zagueiro Ramos para empatar o jogo.
Mesmo com a rápida recuperação, o Vasco continuou demonstrando extremo nervosismo. Ainda assim, conseguiu criar jogadas para virar o placar. Aos 23, Alecsandro marcou, de cabeça, mas o gol foi anulado, pois o atacante estava impedido.
O Alianza seguia sem ameaçar a defesa do Vasco. Com isso, Dedé arriscou uma de suas subidas ao ataque. Aos 40, o zagueiro tabelou com Barbio e cruzou para Alecsandro tocar de letra e parar na zaga, depois de a bola passar pelo goleiro do time peruano. No fim do primeiro tempo, o Vasco ainda reclamou pênalti de Carmona em Thiago Feltri, mas a falta foi marcada fora da área, corretamente.
Alecsandro perde dois pênaltis
Assim que o primeiro tempo terminou, a torcida do Vasco começou a pedir a entrada de Felipe. O técnico Cristóvão não só concordou com a voz do povo e colocou o meia no lugar de Eduardo Costa, como tirou o zagueiro Rodolfo, que falhou no gol do Alianza Lima, para a entrada de Douglas.
O segundo tempo não poderia ter começado melhor. Na jogada que funcionou durante todo o jogo, William Barbio recebeu na direita de Juninho e chutou para defesa de Libman. No rebote, ela tocou na mão de Carmona. O árbitro Diego Abal, da Argentina, marcou pênalti e expulsou o zagueiro do Alianza. No entanto, o que parecia ser um momento de festa virou apreensão. Na cobrança, Alecsandro escorregou e cobrou no travessão, aos três minutos.
Com um jogador a mais, o Vasco aumentou a pressão. As jogadas pela lado direito continuaram sendo a melhor opção do time no jogo. Mas uma excelente chance caiu nos pés de Juninho, aos 10 minutos. Em cobrança de falta na entrada da área, ele acertou o travessão, com Libman paralisado no meio do gol.
Aos 14, no entanto, o sofrimento começou a chegar ao fim. Em escanteio cobrado pelo lateral-direito Fagner, o zagueiro Dedé subiu mais do que o seu marcador e cabeceou no canto direito do goleiro Libman, virando o jogo e tranquilizando a torcida em São Januário. Dois minutos depois, Alecsandro balançou a rede, de cabeça, mas novamente estava impedido e teve o gol anulado.
Aos 23, o destino ainda reservou mais uma chance para Alecsandro se redimir da cobrança de pênalti desperdiçada no começo do segundo tempo, depois que Fagner foi derrubado na área. O atacante bateu no canto esquerdo, Libman defendeu, a bola bateu na trave e voltou para as suas mãos, levando a torcida do Vasco a se irritar com o jogador.
As chances continuaram sendo criadas. Felipe fez um Carnaval na defesa do Alianza e tocou para Diego Souza, que chutou por cima. Sem forças para reagir, o time peruano ainda viu o árbitro marcar mais um pênalti. Desta vez, Alecsandro ameaçou ir para a bola, mas Juninho cobrou e fez 3 a 1. Aos 40, mais sufoco. Ibañez diminuiu o placar e deu uma certa dose de drama no fim do jogo. Nada que mudasse o vencedor. Vasco 3 a 2.

GLOBO ESPORTE

Uma derrota ou empate diante do Atlético de Alagoinhas no próximo domingo (4), no Barradão, pode custar a Toninho Cerezo seu cargo de treinador do Vitória. Porém, para o comandante, esse é um assunto que só diz respeito aos dirigentes do clube. "Se vou ficar no clube ou não, não sei. Tudo depende da diretoria", afirmou em entrevista coletiva na Toca do Leão.

Assim como no assunto sobre sua demissão, o treinador se esquivou quando o tema foi o substituto de Victor Ramos, expulso, na zaga titular. "Rodrigo pode atuar, da mesma forma que Dankler, que também estava jogando bem. É um atleta jovem com muita força e garra. Vamos ter onze jogadores com muita vontade, mais que na última apresentação". Rubro-negro e Carcará se enfrentam às 17h de domingo, pela 13ª rodada do Baianão 2012.

Bocão news
liedson corinthians   (Foto: Anderson Rodrigues/Globoesporte.com)
Corinthians e Liedson deram nesta sexta-feira o primeiro passo para a renovação de contrato. Membros da cúpula do futebol alvinegro e o empresário Bruno Paiva se reuniram para iniciar as negociações e deixaram o encontro empolgados. Segundo o agente, as partes estão interessadas na permanência do centroavante.
- Tivemos uma primeira conversa para colocar nossas intenções. Queremos conduzir as coisas de uma forma muito tranquila. O importante é que o Corinthians mostrou o desejo de manter o jogador, e nós mostramos que ele também quer ficar – disse o empresário.
Liedson está vinculado ao Corinthians até o fim de junho de 2011. De acordo com a legislação, o jogador poderia assinar um pré-contrato com qualquer outro clube seis meses antes do vencimento. O centroavante, porém, garante que quer continuar no Timão.
- A intenção dele é ficar. Se quisesse, poderia ter feito um pré-contrato, mas nem passou pela cabeça dele. Nós ainda não falamos sobre valores. Vamos nos reunir novamente para fazer um contrato que atenda as necessidades do clube e do atleta – acrescentou Paiva.
Aos 34 anos, Liedson deve encerrar a carreira no Corinthians. O tempo do novo contrato ainda será discutido, mas dependerá do comportamento dele nos próximos meses. O jogador tem alguns problemas físicos em decorrência das três operações que realizou no joelho esquerdo desde que se profissionalizou.
O Levezinho encerrou a temporada passada como o artilheiro corintiano, fazendo 23 gols. Em 2012, porém, a boa fase ainda não apareceu. Ele participou de oito partidas pelo Paulistão e pela Taça Libertadores e ainda não marcou.

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Campeonato Paulista 2012: (Primeira fase - 11ª rodada)
Campeonato Carioca 2012: (Taça Rio - 1ª rodada)
Campeonato Paranaense 2012: (Segundo turno - 1ª rodada)
Campeonato Catarinense 2012: (Segundo turno - 1ª rodada)
Campeonato Baiano 2012: (Primeira fase - 12ª rodada)
Juazeiro 1 x 0 Vitória da Conquista
Campeonato Cearense 2012: (Primeira fase - 12ª rodada)
Campeonato Goiano 2012: (Primeira fase - 10ª rodada)
Goianésia 1 x 0 Vila Nova
Aparecidense 1 x 1 Morrinhos
Campeonato Mato-Grossense 2012: (Primeira fase - 12ª rodada)
Campeonato Paraibano 2012: (Primeira fase - 6ª rodada)
Campeonato Sergipano 2012: (Taça Cidade de Aracaju - 9ª rodada)
Guarany-SE 2 x 0 Sete de Junho
Itabaiana 1 x 0 River Plate
Campeonato Potiguar 2012: (Copa Rio Grande do Norte - 1ª rodada)
Potiguar de Mossoró 0 x 0 Corintians-RN
Campeonato Paraense 2012: (Taça Estado do Pará - 1ª rodada)
São Francisco 1 x 0 São Raimundo-PA
Campeonato Maranhense 2012: (Primeiro turno - 8ª rodada)
Moto Club 3 x 3 Viana

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Fellype Gabriel americano x botafogo (Foto: Rui Porto Filho/Foto Arena)
Pouco inspirado, mas muito persistente, o Botafogo arrancou uma vitória difícil sobre o Americano na noite desta quinta-feira, em Campos, deixando os desfalques para trás. Mesmo com muitos erros, o time de Oswaldo de Oliveira conseguiu virar o resultado e saiu de campo com um 4 a 2 suado, construído nos 20 minutos finais, gols de Fellype Gabriel, Renato, Herrera e Caio. Marcos Felipe e Hugo descontaram para o mandante, que jogou fechado por quase 90 minutos.

Com o resultado, o Glorioso foi o único grande a estrear com os três pontos na Taça Rio, depois das derrotas de Flamengo e Fluminense e do empate do Vasco, salvando a honra dos favoritos. E continua soberano como o invicto do Campeonato Carioca. Pelo saldo de gols construído, lidera o Grupo A, deixando o adversário na lanterna da outra chave. O Godofredo Cruz recebeu 3.609 pagantes (3.906 presentes), com renda de R$ 80.555,00.
O estreante Fellype Gabriel, além de marcar o primeiro gol botafoguense na partida, entendeu-se bem com Andrezinho e, pela esquerda, criou bons lances de ataque, sobretudo na primeira etapa. Sofreu muito com faltas e aguentou quase a partida inteira - foi substituído aos 44 minutos do segundo tempo por Lucas Zen. Já o prata da casa William, a outra novidade no jogo, teve atuação decepcionante, errando muitos passes.
O Botafogo volta a campo pela Taça Rio neste domingo, para enfrentar o Volta Redonda, em São Januário, às 16h. O Americano visita o Madureira, no mesmo horário.

O estreante Fellype Gabriel comemora o primeiro gol do Botafogo (Foto: Rui Porto Filho/Foto Arena)
Quem começou melhor, e assim permaneceu durante a etapa inicial, foi o Botafogo, que chegou a ter 70% de posse de bola. Logo no primeiro minuto, Andrezinho deu um cartão de visitas - agora com suas tranças presas à la Vagner Love - ao girar e chutar a bola rente à trave direita. E Herrera, na sequência, fez Erivélton trabalhar, ao escorar cruzamento na pequena área.
Passada a empolgação, o Americano entrou mais no ritmo do jogo e abriu o placar na primeira tentativa. Marcelo Mattos se enrolou, e o lateral-esquerdo Marcos Felipe pegou na veia, de pé direito, acertando o ângulo de Jefferson, aos oito minutos. Balde de água fria no Glorioso, que, a partir daí, só teve que se preocupar em furar o bloqueio do mandante, que abdicou de atacar.
Com o campo ruim e pequeno, além da grama alta, a bola pouco rolou e as trombadas se multiplicaram. Alguns jogadores ficaram mais no chão do que em pé. Mas, apesar da baixa qualidade técnica, o duelo era movimentado. Em desvantagem, o Botafogo não caprichava nos passes, porém, na marra, conseguia chegar. Só esbarrava na má pontaria e na aglomeração dos rivais, muito recuados, que formaram uma barreira em frente ao gol.
O esquema 4-2-3-1 trouxe novos meias abertos. O estreante Fellype Gabriel acertou na maioria das vezes, à vontade no setor. Faltava mais sorte na conclusão das jogadas e espaço em meio à confusa marcação. Já o jovem Willian esteve sem inspiração, demorou a se adaptar às condições e tomou decisões erradas. Resultado: foi substituído no intervalo por Caio. Não antes de ver o empate, com o próprio Fellype, depois de bate e rebate na área, aos 32 minutos.
Segundo tempo com quatro gols
O time de Oswaldo de Oliveira seguiu apertando, criando perigo, e o panorama não mudou uma vírgula no segundo tempo. De cara, Herrera sofreu um pênalti não marcado. E os erros no último passe se sucediam. Do lado do Cano, Hugo, com muita velocidade mas pouca inteligência, e o hábil veterano Pachola, organizando o meio, eram os sopros de criatividade. Foi dos pés de Pachola, aliás, o melhor momento campista, em cobrança de falta que Jefferson espalmou.
Nos 15 minutos posteriores, pouca ação e muita paralisação do jogo. O Americano bateu um bocado e levou três amarelos no período - foram cinco na partida. De tanto persistir - e errar -, enfim o Botafogo foi eficiente. Precisou que o volante Renato saísse lá de trás para completar cruzamento rasteiro de Márcio Azevedo, após lançamento na medida de Andrezinho, aos 28.
A virada inflamou a torcida, presente em ótimo número no Godofredo Cruz, e fez com que o time de Luiz Antônio Zaluar saísse para o jogo. Então, os buracos na defesa se tornaram mais evidentes, e o Glorioso, mais relaxado, passou a contragolpear. Sem perdão, Herrera deixou o seu, aproveitando-se de passe de Lucas, e pareceu dar tranquilidade.
Só pareceu, porque dois minutos depois uma pane aérea da zaga permitiu que Hugo completasse cruzamento da direita, desviado por Adalberto: 3 a 2. O confronto ganhou em emoção e ficou aberto. Oswaldo de Oliveira mexeu no time mais duas vezes, administrou o tempo e saiu com a vitória na estreia da Taça Rio, a única entre os grandes cariocas. No fim, Caio ainda marcou o quarto gol, aproveitando rebote de Erivélton em cabeceio de Lucas, e fechou o marcador.

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Lucas, do São Paulo, tenta jogada contra o Guaratinguetá (Foto: Idário Café/VIPCOMM)
Duas partidas dentro do mesmo jogo, uma importante vitória e a volta da confiança após dois empates consecutivos no Campeonato Paulista. No primeiro tempo, enquanto o Guaratinguetá jogou fechadinho no campo defensivo, o São Paulo teve enormes dificuldades. Errou muitos passes, abusou das jogadas individuais e só conseguiu marcar um gol aos 42 minutos, com Lucas, que, apesar da maratona dos últimos dias, teve boa atuação. Na etapa complementar, quando a equipe do Vale do Paraíba se expôs para buscar o empate, o Tricolor deitou e rolou. Com passes açucarados de Casemiro e dois gols em três minutos, a equipe chegou aos 3 a 0, resultado que fez a torcida voltar a comemorar nas arquibancadas.
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Com o resultado, a equipe comandada por Emerson Leão deu sinal de recuperação, mas segue estacionada na sexta posição na tabela de classificação, com 22 pontos, sete a menos que o líder Corinthians. O Tricolor tem a mesma pontuação de Mogi Mirim e Guarani, que levam vantagem nos critérios de desempate.
Já o Guaratinguetá, que sofreu sua sétima derrota em 11 jogos disputados, fechou a rodada na 15ª colocação, com nove pontos, pontos a mais que o Comercial, primeiro integrante da zona de rebaixamento.
As duas equipes voltarão a campo no fim de semana. O Tricolor seguirá até Piracicaba, onde no domingo enfrentará o XV, que faz péssima campanha e ocupa a lanterna da competição. Já o Guaratinguetá buscará a reabilitação no mesmo dia, contra o Paulista, em Jundiaí.


Golaço de Lucas salva o primeiro tempo no Morumbi
O primeiro tempo não despertou grande interesse do pequeno público que compareceu ao estádio do Morumbi. O São Paulo entrou em campo com uma baixa de última hora: Piris, com um desconforto na coxa esquerda, foi sacado do jogo. Como o recém-contratado Douglas segue em recuperação de lesão no púbis, Leão foi obrigado a improvisar o volante Rodrigo Caio na posição. Do lado do Guaratinguetá, desde que a bola rolou, a postura dos comandados de Vilson Tadei era clara: marcação forte, sem a menor preocupação de avançar ao ataque. Tanto que Denis, nos primeiros 45 minutos, só foi notado em campo em cobranças de tiro de meta.
Com um adversário retrancado, o São Paulo, mais uma vez, explicitou suas deficiências. Jadson, novamente, esteve muito apagado. Sem um armador em campo, o time só levou perigo quando seus atletas buscaram as jogadas individuais. Pelas laterais, o jogo não existia. Isso porque, Rodrigo Caio, apesar de ter iniciativa, errava todos os cruzamentos que tentava, enquanto Cortez, que seria a válvula de escape pela esquerda, era vigiado constantemente por dois jogadores.
Sem inspiração, o jogo se tornou amarrado. O Guaratinguetá mal conseguia trocar passes no campo ofensivo. Do outro lado, nas poucas vezes em que o Tricolor chegou, Jailson evitou o pior para o time do Vale do Paraíba.
A torcida já dava sinais de impaciência. Até que, aos 42, quando finalmente o São Paulo conseguiu tramar uma jogada, saiu o gol. E foi um golaço. Após toque de calcanhar de Cícero, Lucas avançou pela direita, tocou para Jadson, que devolveu para o meia-atacante. Dentro da área, ele deixou o zagueiro Baggio no chão e bateu no canto direito da meta do Guará: 1 a 0 e festa para o camisa 7, que desembarcou na madrugada desta quinta após defender a Seleção Brasileira contra a Bósnia e descansou o dia inteiro no CT para poder jogar.

Willian José tenta o cabeceio diante do Guaratinguetá (Foto: Idário Café/VIPCOMM)
Garçom Casemiro se destaca, e Willian marca seu nono gol em 2012
O ferrolho armado pelo Guaratinguetá no primeiro tempo perdeu força na etapa complementar pela necessidade de buscar o empate. Isso fez com que o São Paulo atuasse como mais gosta, com espaço para contra-atacar. Em dois passes açucarados de Casemiro, a equipe marcou dois gols em apenas três minutos e decidiu a partida. Aos 14, Willian José invadiu a área e bateu por cima de Jailson. Aos 17, foi a vez de Fernandinho, que havia acabdo de entrar na vaga de Lucas, disparar uma bomba e marcar um belo gol.
Com 3 a 0, o time se tranquilizou em campo. A festa tomou conta das arquibancadas. Em campo, Leão também colocou Osvaldo na vaga do apagado Jadson, e Maicon no lugar de Casemiro. Na saída do campo, o volante passou pelo banco, ganhou sorrisos, cumprimentos e até um tapinha carinhoso de Emerson Leão - ano passado, o treinador, irritado com a postura do jogador, deixou-o por um tempo na "geladeira". O Guaratinguetá, entregue, seguia com seu futebol inoperante e que, em nenhum momento, assustou a equipe do Morumbi. A defesa, após ser vazada em nove jogos consecutivos, finalmente conseguiu sair de campo zerada.
Até o apito final de Luiz Vanderlei Martinucho, o São Paulo esteve perto do quarto gol. Cortez ganhou terreno pelo lado esquerdo e fez uma dupla perigosa com Fernandinho. Pela direita, Osvaldo também levava vantagem nas jogadas individuais. Jailson, aos 39, fez boa defesa em falta cobrada por Cícero. Aos 44, na última jogada, Willian José quase fez de cabeça. Mas nem precisava de mais. Depois de um período de instabilidade, o São Paulo, enfim, voltou a animar seu torcedor.

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